JESSEANTENADO

segunda-feira, 2 de julho de 2012

RIO + 20 - SEGUNDA PARTE


Durante os debates da Rio + 20, um particularmente chama mais atenção : A chamada Economia Verde, um conceito difícil de engolir tanto para os mais radicais defensores da economia quanto para os ideólogos do verde. Para as Empresas, a obrigação de considerar, além da saúde financeira, seu impacto social e ambiental é uma camisa de força que pode enfraquecê-las, embora elas saibam ser esse um caminho inescapável. Para os ambientalistas, submeter a sustentabilidade á necessidade de lucro das empresas é mercantilizar uma questão de sobrevivência do planeta.

veja abaixo o que defende cada bloco econômico : 
UNIÃO EUROPÉIA : Apoia a inclusão de metas para que os países adotem ações para controlar a perda da Biodiversidade, a degradação dos oceanos e dos solos e as emissões de gases.
ESTADOS UNIDOS, CANADÁ E AUSTRÁLIA : Os três países têm uma matriz energética dependente da queima de combustível fóssil e alegam que a transição para uma economia de baixo carbono poderá gerar prejuízos irremediáveis.
BRASIL, RÚSSIA, CHINA, ÍNDIA : Defendem um ponto nevrálgico : a transição para uma economia de baixo carbono depende de ajuda econômica das nações ricas. O alinhamento de Brasil ao grupo é uma das críticas ao  Anfitrião, de quem se esperava uma posição neutra e conciliadora.
CORÉIA DO SUL E JAPÃO : A Coréia do sul foi o país que mais investiu em economia verde para sair da crise financeira mundial de 2008. É líder na construção de edifícios eficientes e na fabricação de veículos de baixas emissões. Os Japoneses atuam na vanguarda das decisões sobre biodiversidade e florestas há décadas, porém temas como a preservação dos estoques pesqueiros sempre foram olhados com reservas. A questão dos subsídios ao petróleo também virou um tabu depois do acidente na usina de Fukushima, em 2011. Para desligar suas usinas nucleares, a matriz energética do país foi substituída por termelétricas movidas a petróleo, carvão e gás.

POPULAÇÃO MUNDIAL



GENTE : Um enorme problema a ser enfrentado e urgente. A população atual do Planeta é de 7,1 de pessoas. descontando as área aquáticas do Globo, sobram a cada um de nós , cidadãos do século XXI, apenas dois quarteirões de área a ser explorada. A rigor, o Cálculo é outro, e nada nos sobra, teoricamente. O uso de recursos naturais já excede em 50% a capacidade de reposição da natureza. Em 2030, serão necessárias duas terras  para garantir o atual padrão de vida da humanidade.

OBSERVE ESTE COMPARATIVO : QUANTOS PLANETAS SERÃO NECESSÁRIOS EM 2100 SE:

A Terra tiver uma fecundidade Baixa ( 1,6 filhos por mulher ) = 1,2 TERRA


A Terra tiver uma fecundidade Média ( 2,1 filhos por mulher ) =  2 TERRAS:


A Terra tiver uma fecundidade Alta ( 2,5 filhos por mulher ) = 3,2 TERRAS

veja um comparativo da estrutura etária brasileira nas décadas de  1960 e 2000


A FAVELIZAÇÃO DAS FLORESTAS



A Rocinha, a maior favela do Brasil, no coração do Rio, avança sobre a Floresta da Tijuca: a terceira maior área verde urbana do país está ameaçada pela ocupação desordenada de sua encostas e pelo rítmo frenético da devastação promovida por seus habitantes. Há solução? Diminuir a pobreza.

ENERGIA



A situação brasileira na energia

80% da eletricidade vem de hidrelétricas uma fonte renovável de energia.
Para a universalização de energia ser atingida no Brasil, ainda são necessárias 400 mil ligações elétricas que beneficiarão 1 milhão de pessoas nas áreas rurais. espera-se que isso aconteça até 2014. O país é o segundo em investimentos em energia renováveis e o 5º que mais investiu em energia limpa em 2011 ( biomassa e hidroeletricidade ).

COMO PROTEGER A AMAZÔNIA


A proteção da floresta não se dará por meio de entraves jurídicos que barrem o acesso de estrangeiros á coleta de material científico - hoje, quem conhece de fato é quem possui de direito.
A Amazônia é um ecossistema peculiar. não convém importar idéias e simplesmente adapta-las ás condições locais.as informações precisam ser produzidas a partir da próprias realidades amazônicas. Entretanto, os equívocos se reproduzem desde os tempos remotos. No ensino Fundamental por exemplo, mantém-se um currículo homogeneizado com o  do restante do país e que acaba por deslocar as crianças de seu ambiente e de sua cultura. Criar esse novo quadro é fundamental para que o Brasil assuma a liderança na produção e distribuição de informações, de onde resultará a plena soberania sobre a amazônia. Não adianta apelar para subterfúgios afeitos a manter o sistema inacessível inviabilizando a coleta de material científico por estrangeiros, por exemplo. As leis valem apenas para o ser humano e dentro de um dado território: os peixes e os pássaros continuarão migrando entre os países e o Rio Amazonas continuará despejando mais 170000 metros cúbicos de água por segundo no oceano atlântico. Em outras palavras, a proteção da região não se fará por meio de entraves jurídicos para a coleta de material biológico e acesso á diversidade existente - ela se fará, sim, por meio do estímulo ao conhecimento.

As Autoridades na conferência sobre desenvolvimento sustentável talvez não consigam decidir em uma semana quem financiará uma economia mais limpa m- mas a boa nova é que a pressão da sociedade pelo consumo responsável é um caminho sem volta.

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