Fenômeno teve início no Caribe,atingindo Cuba, Jamaica e Haiti.
Serviço climático disse que tempestade deve entrar para livro dos recordes.
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IMAGEM DE SATÉLITE DO FURACÃO NOS EUA
Categorias de furacões
De acordo com a Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera (NOAA, na tradução do inglês), instituto do governo dos EUA responsável pelo monitoramento climático, a temporada de furacões no Oceano Atlântico em 2012 teve início em 1º de junho e deve se encerrar em 30 de novembro. O fenômeno Sandy é o 10º furacão na região e a 18ª tempestade tropical do ano.
Os furacões se dividem em cinco categorias de força pela escala Saffir-Simpson. Fenômenos classificados na categoria 1 têm ventos de até 152 km/h. Tempestades com ventos entre 153 km/h e 176 km/h estão na categoria 2.
Furacões com ventos entre 177 km/h e 207 km/h são classificados na categoria 3. Foram classificados neste patamar os fenômenos Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005, e matou 1.700 pessoas, e Glória, que 1985 atingiu a região da Carolina do Norte e Nova York e causou oito mortes.
Na categoria 4, os ventos têm velocidade entre 209 km e 250 km. Já os furacões classificados na categoria 5 são aqueles que registram ventos com velocidade acima de 251 km/h, de acordo com o meteorologista do Inmet.
Relação com o aquecimento global?
O meteorologista disse que a formação de furacões na região do Atlântico Norte tem a ver com uma variabilidade natural da temperatura do oceano, que sofre alterações a cada período de aproximadamente 50 anos.
Schneider afirma que desde 1995 há registro de elevação da temperatura da água do oceano em uma área que compreende o litoral do Nordeste do Brasil, a região do Caribe (na América Central) até próximo à Groenlândia – compreendendo a Costa Leste dos Estados Unidos. “Não é nada fora do comum, é uma consequência direta dessa elevação natural”, disse.
Pesquisa divulgada neste mês na revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA, a "PNAS", sugere que tempestades tropicais de grande porte podem ocorrer em períodos espaçados entre 10 anos e 30 anos. Os cientistas temem que a contínua elevação da temperatura global possa acentuar ainda mais o número de eventos extremos pelo planeta.
Para o livro dos recordes
Christopher Vaccaro, porta-voz da NOAA, disse ao G1 que uma possível conexão do furacão Sandy com a mudança climática será foco de pesquisas futuras de cientistas da instituição. No entanto ele afirma que o tamanho e a força desta tempestade são bem inesperados para essa parte dos Estados Unidos.
“O alcance e a abrangência dos impactos desta tempestade, que vão de inundações costeiras a nevascas em regiões montanhosas vão colocar essa tempestade no livro dos recordes”, explicou o porta-voz do Serviço Nacional do Clima dos Estados Unidos ao G1.
Uma imagem em meio às várias cenas de destruição causadas pela passagem da supertempestade Sandy nos EUA tem chamado a atenção. No cemitério de Crisfield, em Maryland, um caixão saiu parcialmente de sua cova devido à força da água e dos ventos. Centenas de pessoas ficaram desabrigadas na cidade devido às enchentes.
A Costa Leste dos EUA tenta retomar sua rotina nesta quarta-feira (31), após a violenta passagem da supertempestade Sandy, que provocou destruição, inundações, blecautes e pelo menos 43 mortes.
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