JESSEANTENADO

terça-feira, 14 de setembro de 2010

CAMPEONATO BRASILEIRO TEM FINAL SIMBÓLICA

Escolhido para apitar “final” entre Fluminense e Corinthians, Simon tem currículo de confusões

Gaúcho já participou de várias decisões e trabalhou em três Copas do Mundo

Gazeta PressGazeta Press
Sinal amarelo: árbitro tem nível incontestável, mas também acumula confusões ao longo da carreira
Apesar de ser um dos árbitros mais experientes do futebol brasileiro e de ter representado o país nas últimas três edições de Copa do Mundo, o gaúcho Carlos Eugênio Simon também traz no vitorioso currículo um histórico de muitas confusões.

Escolhido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para apitar a partida desta quarta-feira (15), entre Fluminense e Corinthians, que pode deixar o vencedor um passo mais perto de se tornar o campeão brasileiro da temporada, Simon é presença constante nas decisões de campeonatos por todo o país, tanto em âmbito regional quanto nacional – e já arrumou polêmicas de Norte a Sul.

Foi justamente em uma partida entre o líder e o vice-líder da competição nacional que Simon aprontou uma de suas últimas confusões. Em jogo válido pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2009, no Maracanã, os jogadores do Fluminense deixaram o campo irritados com a anulação de um gol e com um suposto pênalti não marcado pelo gaúcho. No final, o empate por 2 a 2 eliminou o time das Laranjeiras da competição.

Em outra partida envolvendo o Fluminense, também em 2009, mas pelo Campeonato Brasileiro, quem deixou o Maracanã revoltado com Simon foi o Palmeiras. Derrotado por 1 a 0 pelos cariocas, o time paulista ficou fora da Libertadores. Ao final da partida, inconformado com a anulação de um gol legal de Obina (quando o jogo estava 0 a 0), o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, chamou Simon de “vigarista” e “safado”. A CBF afastou o árbitro até o final da temporada.

“Estrela” da decisão do Campeonato Cearense do ano passado, Simon chamou realmente a atenção do público, mas não pelo brilhantismo de sua atuação, e sim por um erro crasso, ao assinalar pênalti a favor do Ceará em um lance onde o atacante Edu Sales tropeçou sozinho e caiu no chão. Para “sorte” do gaúcho, entretanto, o Fortaleza, prejudicado no lance, saiu de campo com a taça de campeão.

Até em sua terra natal Simon conquistou inimizades. Ao apitar o duelo que marcou cem anos do tradicional clássico entre Grêmio e Internacional, também em 2009, o árbitro anulou gol legal do gremista Jonas e viu Nilmar, logo na sequência, marcar o segundo gol do Inter, que venceu por 2 a 1. Para justificar o erro, culpou a má iluminação do estádio de Erechim, palco do confronto.

Mais duas gafes inesquecíveis envolvendo o árbitro gaúcho ocorreram em edições passadas da Copa do Brasil. Em 2007, o meia Tchô, do Atlético-MG, foi derrubado dentro da área botafoguense, mas o pênalti foi ignorado por Simon e os cariocas avançaram às semifinais da competição. Em 2002, o gaúcho deixou de dar uma falta clara do corintiano Gil em cima do zagueiro do Brasiliense e, com o gol marcado pelo Alvinegro na sequência do lance, o time do Parque São Jorge conquistou o título da competição.
Simon também aprontou das suas em Copas do Mundo. Na Alemanha, em 2006, deixou de assinalar pênalti claro do italiano De Rossi em cima do ganês Asamoah Gyan e prejudicou a seleção africana, que perdeu o duelo por 2 a 0.

Na Ásia, em 2002, manchou sua estreia em Mundiais ao não marcar pênalti do inglês Rio Ferdinand no sueco Henrik Larsson quando a partida estava 1 a 0 para os britânicos. Apesar do erro, os suecos reagiram e empataram a partida.
Erros internacionais

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